Com apoio da BYD, Grupo de Dança Contemporânea da UFBA leva cultura afro-brasileira pela primeira vez à China 

Parceria viabiliza viagem do coletivo acadêmico, promovendo arte e diversidade da Bahia em palcos chineses

Crédito: Divulgação GDC-UFBA

Pela primeira vez em seus 61 anos de história, o Grupo de Dança Contemporânea da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) cruzará as fronteiras do continente asiático para uma turnê na China. Com o patrocínio e o apoio da BYD, a delegação baiana levará a força da dança, da música ao vivo e da ancestralidade afro-brasileira para os palcos e universidades de três importantes cidades chinesas.

Intitulado “Ancestralidade em Movimento”, o espetáculo recebeu, em 2025, o 9º Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras na categoria Corpo Adereço, a primeira honraria recebida pelo grupo por esta montagem. Idealizado pela professora, diretora do GDC e coreógrafa Edileuza Santos, o trabalho resulta de anos de pesquisa acadêmica em torno do conceito “corpo tambor” e das matrizes negro-africanas na Bahia. O eixo principal da obra é a ancestralidade negra, as matrizes negro-africanas na Bahia e as relações entre corpo, memória e musicalidade. A apresentação reúne dança e música ao vivo, valorizando saberes e expressões da cultura afro-brasileira.

A programação oficial da turnê começa em Xangai, no dia 29, onde o grupo realizará uma oficina de dança negra e uma palestra na universidade local sobre a Escola de Dança da UFBA, além da concepção artística da obra. No dia seguinte, 30, ocorrerá a apresentação do espetáculo. Em Wuhan, nos dias 3, 4 e 5 de novembro, a agenda contempla oficinas de dança e percussão, palestra e apresentação. Um dos pontos altos das oficinas será a integração prévia: a pedido do público local, os estudantes chineses participarão de uma vivência prática e se apresentarão no palco junto ao grupo antes do espetáculo principal, dançando passos inspirados na cultura afro-brasileira. Já em Yichang, em 7 e 8 de novembro, os integrantes participarão de um intercâmbio étnico-cultural com visitas a pontos turísticos da região.

Crédito: Divulgação GDC-UFBA

“Apoiar a turnê internacional do Grupo de Dança Contemporânea da UFBA é motivo de grande orgulho para a BYD. Acreditamos que a tecnologia e a inovação caminham lado a lado com a cultura e a educação. Proporcionar a esses jovens talentos brasileiros a oportunidade de vivenciar uma cultura milenar e, ao mesmo tempo, compartilhar a riqueza da nossa identidade afro-brasileira na China é um investimento transformador no futuro profissional e humano desses artistas”, destaca Alexandre Baldy, Vice-Presidente Sênior da BYD do Brasil e Head Comercial e de Marketing da BYD Auto do Brasil. 

“A Bahia tem uma identidade cultural única no mundo, e ver essa riqueza cruzar oceanos e chegar à China nos enche de orgulho. A BYD nasceu na China e encontrou na Bahia uma segunda casa. Apoiar o Grupo de Dança Contemporânea da UFBA nessa turnê é uma forma concreta de retribuir o acolhimento que recebemos desse povo tão rico em história, arte e ancestralidade. Quando a cultura brasileira e a cultura chinesa se encontram, acontece algo muito maior do que um espetáculo: acontece a construção de pontes que aproximam pessoas, países e futuros”, afirma Tyler Li, Presidente da BYD do Brasil. 

Para realizar essa imersão, uma comitiva de 17 pessoas, composta por dançarinos, músicos, equipe técnica e direção, incluindo a professora Edileuza Santos, embarcou nesta segunda-feira (26) rumo à Ásia, com retorno previsto para o dia 10 de novembro.

De acordo com a professora e diretora do GDC, Edileuza Santos, a oportunidade transcende a esfera acadêmica e artística. “É uma oportunidade muito especial, principalmente para os alunos, porque ir para uma cultura, vivenciar outra cultura, é uma riqueza tanto profissional quanto emocional. Tem alunos que nunca saíram do Brasil, estão indo para o exterior pela primeira vez. Essa troca de experiências, esse intercâmbio cultural, o povo chinês conhecer um pouco da cultura brasileira, e nós da mesma forma, conhecer uma cultura milenar que é a cultura chinesa, é maravilhoso”, afirma. 

A apresentação do espetáculo do Grupo de Dança Contemporânea da UFBA é a segunda turnê de grupos artísticos baianos na China em 2026. Em maio deste ano, foi a vez da Orquestra Neojiba, sob regência de Ricardo Castro. Na ocasião, o grupo de música clássica, composto por cerca de 100 jovens talentosos, percorreu quatro cidades, unindo a ancestralidade artística da Bahia à vanguarda da inovação chinesa.

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